X

Fale Conosco:

Aguarde, enviando contato!
  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter

A um ano de eleições, só temos candidatos que não são candidatos

A um ano de eleições, só temos candidatos que não são candidatos

O grupo do governador Rui Costa tem dezenas de nomes que garantem que estarão nas urnas, mas nenhum com apoio formal do Palácio de Ondina.

Vivemos um momento eleitoral de candidatos não candidatos. É assim com o vice-prefeito Bruno Reis, que será lançado como nome do grupo político de ACM Neto em dezembro para disputar o Palácio Thomé de Souza. É assim com o presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani, que tangencia quando fala sobre o assunto, mas age como potencial postulante à prefeitura. Os dois nomes fortes na disputa, como sabemos, publicamente não admitem essa posição. O grupo do governador Rui Costa tem dezenas de nomes que garantem que estarão nas urnas, mas nenhum com apoio formal do Palácio de Ondina.

Parte disso é culpa da legislação, que impede, formalmente, uma campanha antecipada. A partir do momento em que qualquer um deles se coloca como candidato, todos os passos serão milimetricamente acompanhados pelos adversários, que tentarão encontrar pelo em ovo para tentar atrapalhar as pretensões políticas. Porém é também uma questão de estratégia eleitoral – e sabemos que todos os envolvidos nesse processo sempre estão dois passos à frente quando se fala em planejamento de campanha.

Bruno Reis não quer se tornar a vidraça oficial da prefeitura. E olha que, com a expectativa de apresentação do candidato em dezembro, o vice terá muito tempo para ser desgastado por opositores. Fora os aliados que têm interesse em eventualmente substituí-lo, que poderão fritá-lo e fingir que o fogo amigo é uma tentativa de blindar o apadrinhado do prefeito. Nessa conta, devem ser incluídas figuras que se sintam excluídas pela forma coronelista com que ACM Neto tende a impor o nome de Reis na disputa.

A situação de Bellintani é ligeiramente diferente. Em alta no comando do Bahia, o dirigente deve colocar como critério básico para tentar alçar voo eleitoral uma união entre os partidos de oposição a ACM Neto. Como do lado do prefeito é inviável que o presidente do clube costure uma candidatura, marchar com todo o apoio do grupo de Rui Costa é um requisito mínimo para o embate com a máquina da prefeitura. É aí que reside o principal obstáculo para Bellintani: juntar interesses tão diversos é uma convergência pouco provável no cenário sem coligações nas chapas proporcionais.

Um primeiro sinal de que o partido de Rui não tende a encarar facilmente uma candidatura de Bellintani com o apoio da esquerda foi o resultado do diretório municipal do PT de Salvador. A eleição de um aliado de Jorge Solla, autoapresentado como um dos nomes em disputa, sinaliza que não será tarefa fácil unificar o PT, que dirá alinhar a musculatura política da legenda em torno de um nome fora do petismo clássico. A derrota do grupo afinado com Jaques Wagner, um dos fiadores do pragmatismo político e da convergência de interesses, foi apenas uma demonstração de que é possível que não seja pacificado o indicativo de que o PT pode abrir mão de uma candidatura em favor de Bellintani. É algo a ser medido com cautela pelos interessados, que devem manter o jogo de cena até poderem falar abertamente sobre suas intenções. Afinal, política é, essencialmente, a arte de manter as aparências.

 

Com informações do site Bahia Notícias

  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter

Artigos Relacionados