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Bibliotecas e museus: Salvador e estado não acompanham queda brasileira, dizem órgãos

Bibliotecas e museus: Salvador e estado não acompanham queda brasileira, dizem órgãos

Secretário municipal de Cultura e Turismo (Secult), Cláudio Tinoco defendeu que a capital baiana vem “na contramão” da realidade vivida pelo país, sobretudo nos últimos anos.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na última quarta-feira (25) uma Pesquisa de Informações Básicas Municipais e Estaduais (Munic) em que traz a informação de que houve uma queda no número de museus e bibliotecas no Brasil, nos últimos quatro anos. Mas na Bahia, segundo governo do Estado e prefeitura de Salvador, o cenário é diferente.

Secretário municipal de Cultura e Turismo (Secult), Cláudio Tinoco defendeu que a capital baiana vem “na contramão” da realidade vivida pelo país, sobretudo nos últimos anos. “A cidade tem um crescimento nos últimos seis anos com os investimentos, sobretudo do âmbito do município, que ampliou os espaços associados aos centros de referências, museus e memoriais”, explica, em entrevista ao Bahia Notícias.

Tinoco destaca que a prefeitura está próxima de iniciar a implantação da Casa da História de Salvador e o Arquivo Público Histórico Municipal, na Praça Cayru, além da implantação do Museu da Música Brasileira, com investimentos próximos a R$ 150 milhões. “Nós temos outras iniciativas. Entre elas, foi nessa gestão que reformamos a Biblioteca Reitor Edgard Santos, na Ribeira, que estava fechada há algum tempo. Foi reaberta, não só reformada, mas toda a estrutura de ativação dela, além de programas de incentivo à leitura que extrapolam esse ambiente físico da biblioteca, como o Selo João Ubaldo, os editais de literatura na área da cultura”, destaca.

Atualmente, a Secult administra quatro museus: Casa do Carnaval, Casa do Rio Vermelho, Espaço Pierre Verger da Fotografia Baiana e Espaço Carybé de Artes, todos criados pela atual gestão.

O titular da Secult, no entanto, pondera a diminuição no número de museus e bibliotecas no país. Para ele, o advento dos acervos digitais podem também ter influenciado na queda. “Existe, de fato, uma mudança de hábitos, e também de acesso á cultura e acervos, sobretudo com o viés digital. Hoje, é muito mais fácil as pessoas acessarem acervos de forma digital. Mas nada disso vai substituir a importância do acervo presencial. A presença dos museus é fundamental, as bibliotecas, o manuseio dos livros, esse registro documental... Nesse sentido, é muito importante a gente ressaltar essa linha contrária de Salvador a esse efeito, o que pode ser possivelmente o motivo”, diz.

Pelo estado, não há um levantamento exato de quantos espaços fecharam, segundo a coordenadora de museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), Ana Liberato. No entanto, a gestora admite que os locais sofrem com a falta de investimentos. “Nunca foi ideal. A verdade é essa. E, atualmente, dentro de todas as circunstâncias que vivemos no país, não temos os recursos necessários, mas os que chegam dão para manter os museus abertos”, opina.

Contudo, embora entenda que há dificuldades nos museus baianos, ela indica que essa é uma tendência mundial. “Nós temos visto isso no mundo inteiro, e a Bahia não é exceção, com poucos recursos. Mas as pessoas que estão à frente dos museus são empenhadas em mantê-los não só abertos, mas como um espaço de conhecimento e com trabalho educativo. Precisamos disso: fazer o trabalho educativo para conscientizar os jovens que estão chegando sobre a importância do museu. O museu não existe para você entrar e dizer: “ah, que coisa mais bonita”. Não é por aí. A coisa é muito mais profunda”, argumenta.

Liberato afirma que, embora não haja um número exato de museus fechados, há alguns espaços no interior do estado que fecham de forma provisória, seja por dificuldades financeiras de um município específico ou por causa de intervenções estruturais.

Segundo a diretora, a Secretaria de Cultura (SecultBA) tem dado apoio contínuo a três museus: Carlos Costa Pinto, Museu da Santa Casa de Misericórdia, ambos em Salvador, e o Museu do Recôncavo Wanderley Pinho, em Candeias. O último será contemplado pelo Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), com um investimento de aproximadamente R$ 26 milhões em obras de restauração e recuperação, englobando o casarão e seu entorno.

Ela ainda cita o exemplo do Museu do Recolhimento dos Humildes, que necessita de intervenções. “Ele está precisando em função dos elementos construtivos, volta e meia tem que dar uma fechada para dar uma ajeitada na parte estrutural. A gente não vai deixar um museu aberto com infiltração”, indica.

 

Com informações do site Bahia Notícias

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