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Despesa com terapias puxa alta de 17,3% dos custos médicos em 2018

Despesa com terapias puxa alta de 17,3% dos custos médicos em 2018

Na sequência dos custos com maior avanço aparecem os gastos com serviços ambulatoriais (19,7%) e das internações (16,5%).

A alta de 31,3% dos custos das terapias puxou o aumento de 17,3% das despesas das operadoras de planos de saúde por beneficiários em 2018, de acordo com o VCMH (Índice de Variação de Custos Médico-Hospitalares), divulgado anualmente pelo IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar).

O superintendente executivo do IESS, José Cechin, avalia que o aumento dos gastos com terapias, tais como hemoterapia, quimioterapia, radioterapia, terapia renal e radiologia intervencionista, pode ser fruto de mudanças na legislação sobre os tratamentos.

"Em 2016, entrou em vigência um procedimento que ampliou o número de sessões de algumas terapias, como as antineoplásicas, que você toma fora dos hospitais e são extraordinariamente caras. Em 2018, houve uma renovação do rol, com mais procedimentos antineoplásicas orais", observa Cechin, que afirma não ter uma medição que comprove a associação das alterações no aumento dos custos.

Na sequência dos custos com maior avanço aparecem os gastos com serviços ambulatoriais (19,7%) e das internações (16,5%).

O avanço índice, responsável pela avaliação dos gastos com exames, consultas, terapias, internações e serviços ambulatoriais, é 0,8 ponto porcentual superior a alta de 2017. Se descontada a inflação oficial de 3,75% registada em 2018, o ganho real apresentado pelo VCMH supera os 13%.

Para Cechin, o aumento da frequência nas consultas, internações e outros procedimentos foram alguns dos fatores que justificaram o reajuste de planos em um nível superior aos índices de inflação.

Ele explica que as despesas de saúde representam uma combinação entre a variação do preço dos itens médicos com a frequência de uso. “Se as pessoas fazem mais exames e tem mais internações, isso afeta a VCMH, que é resultado da soma da variação de preço e a quantidade. Por isso, ela é bem maior do que o IPCA,”, diz Cechin.

Se repassados aos clientes dos planos de saúde, o reajuste seguirá o ritmo apresentado por um estudo divulgado no começo da semana pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Segundo os dados, os planos de saúde individuais ficaram 382% mais caros entre 2000 e 2018, mais do que o dobro da inflação no setor de saúde no mesmo período (108%).

Cechin, que classifica o VCMH como uma “medição da variação das despesas per capta de 900 mil vidas com planos individuais”, destaca ainda que os números são usados nas negociações de contratos entre operadores e empresas. “O público não é afetado”, garante o superintendente.

 

Com informações do site R7

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