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Empresário busca financiamento para conseguir enfrentar os prejuízos causados pela crise

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Empresário busca financiamento para conseguir enfrentar os prejuízos causados pela crise
Os pequenos empresários vivem o drama da falta de crédito. Conheça a história de um empresário que correu atrás de financiamento para conseguir enfrentar os prejuízos causados pela crise.

Os pequenos empresários vivem o drama da falta de crédito. Conheça a história de um empresário que correu atrás de financiamento para conseguir enfrentar os prejuízos causados pela crise.
Gerson buscou saídas assim que foi obrigado a fechar o restaurante ao público por causa da pandemia.
A primeira coisa que o Gerson fez foi tentar empréstimo para pagar as contas. Tentou três vezes, mas não conseguiu. Sem dinheiro e sem perspectiva, ele demitiu 16 funcionários. E olha que o Gerson é só um e entre inúmeros. A maioria dos donos de pequenos bares e restaurantes do país não está conseguindo obter crédito.
Uma pesquisa da Abrasel com 1.500 donos de bares e restaurantes do país mostra que 80% dos empresários do setor buscaram crédito depois que começou a pandemia. Entre eles, 81% tiveram o pedido negado. O levantamento revela ainda que os bares e restaurantes demitiram, até a primeira quinzena de maio, um milhão de trabalhadores formais.
“O setor é de pequenos empresários. Bares e restaurantes, tirando algumas redes internacionais são centenas de milhares de pequenas empresas, de pequenos investidores”, diz Percival Maricato, presidente da Abrasel SP.
Das três linhas de crédito que o Gerson procurou, duas foram do Governo Federal: empréstimo para pagamento da folha salarial e do BNDES, crédito pequenas empresas, para capital de giro. E do governo de São Paulo, o crédito giro rápido. Os empréstimos foram negados porque, com a pandemia, o empresário ficou devendo alguns impostos e também porque seus funcionários não possuíam conta salário em banco.

“São muitos pré-requisitos que a maioria dos pequenos empresários não vão conseguir preencher. São raras as pessoas que não tem uma dívida atrasada, alguma coisa em aberto. Quem mais precisa não tá conseguindo”, conta o empresário Gerson Higuchi.
“Vamos falar assim: no antigo normal o pequeno empresário, ele se valia do seu próprio giro do seu negócio. Então ele fazia as suas vendas e quando ele precisava de capital de giro ele antecipava o seu recebimento”, explica Maurício Costa, gerente-executivo da FGV Projetos.
Para Maurício, uma das saídas é o governo criar um “fundo garantidor de crédito”, com 750 mil imóveis da União, avaliados em 1 trilhão de reais. “A minha proposta é: que se ache um canal pra que o governo federal seja o avalista destes pequenos empresários. Como? Colocando um ativo que não seja dinheiro. Qual o ativo que tem valor de mercado e que tá subutilizado? Imóveis”, explica.
Na ausência de crédito, Gerson montou duas estratégias de sobrevivência: aumentar as vendas a distância - ele criou pratos mais baratos e se cadastrou em plataformas de entregas, e também cortar custos.
O Gerson é um exemplo de como a soma de centavos faz diferença quando se fala em economia. Ele substituiu o forno elétrico, que gasta muita energia, por fogão a gás. Está comprando matéria prima com mais frequência pra reduzir o estoque, e desligou parte das câmaras frias que também gastam muita energia. Elaborou um cardápio mais enxuto e trocou as embalagens estampadas por lisas e menores. Com isso, reduziu em 8 mil reais por mês as despesas desta cozinha.
A empresa conseguiu recuperar quase todo o movimento, mas o faturamento caiu mais de 50%. No delivery, as pessoas gastam menos e a concorrência é maior, o que forçou o empresário a baixar preços e reduzir a margem de lucro.
 
“Não adianta simplesmente fechar o comércio e não nos auxiliar. Ninguém fica em casa porque quer. As pessoas realmente ficaram em casa por causa do corona, porque elas têm tem medo de pegar essa doença. Falta facilitar o acesso às linhas de crédito”, finaliza Gerson.

 

Com informações do site G1

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