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Governo federal retira R$ 83 mi de combate à fome no Nordeste e realoca na Secom

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Governo federal retira R$ 83 mi de combate à fome no Nordeste e realoca na Secom
O relatório indica que a CPMI, presidida pelo senador baiano Angelo Coronel (PSD) e relatada pela deputada federal baiana Lídice da Mata (PSB), solicitou à Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) dados dos canais que exibiram anúncios do governo federal no período de 1º de janeiro a 10 de novembro do ano passado. Mas a Secom só entregou parte das informações pedidas.

O governo federal veiculou mais de dois milhões de anúncios em canais com conteúdos considerados "inadequados". Essa avaliação foi feita por meio de um levantamento dos consultores legislativos da Câmara dos Deputados, a pedido da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das fake news. Entre os diversos canais, estão sites, aplicativos para smartphone e canais no Youtube.

O relatório indica que a CPMI, presidida pelo senador baiano Angelo Coronel (PSD) e relatada pela deputada federal baiana Lídice da Mata (PSB), solicitou à Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) dados dos canais que exibiram anúncios do governo federal no período de 1º de janeiro a 10 de novembro do ano passado. Mas a Secom só entregou parte das informações pedidas.

Segundo reportagem do G1, os consultores receberam informações de 6 de junho a 13 de julho de 2019, mas mesmo assim conseguiram chegar a algumas conclusões. "Ainda que abrangendo período relativamente curto, os dados fornecidos pela Secom permitem construir um rico panorama acerca das impressões de peças publicitárias do governo federal em canais de internet".

O documento enviado pela secretaria indica que 65.533 canais de receberam mais de 47 milhões de anúncios, sendo 47.811 canais de youtube, 13.704 aplicativos e 4.018 sites.

"Nesta análise, foi possível comprovar a existência de inserção de publicidade em sites de notícias falsas, incluindo diversos que já vêm sendo monitorados pela CPMI", aponta o relatório. Um exemplo é o canal no Youtube "Terça Livre", do blogueiro Allan dos Santos, que é apoiador do presidente Jair Bolsonaro. Ele foi um dos alvos da operação da Polícia Federal no âmbito do inquérito do STF que investiga fake news contra ministros da Corte.

"Em oitiva realizada pela CPMI das Fake News em 05 de novembro de 2019, o Sr. Allan dos Santos afirmou que seus veículos de comunicação, incluindo o canal de YouTube Terça Livre TV, 'não recebem dinheiro da Secom'. Contudo, os dados disponibilizados pela Secretaria demonstram que o canal Terça Livre TV recebeu verbas de publicidade do Governo Federal, por meio do programa Google Adsense", diz o relatório.

Na avaliação dos consultores, a amostra permitiu constatar que "um grande número de canais que veicularam publicidade do Governo Federal é composto por meios de baixa qualidade, que se dedicam a difundir notícias sobre jogos de azar ilegais, a desrespeitar os direitos de autor ou de transmissão, a veicular notícias falsas, a anunciar investimentos ilegais ou a difundir conteúdo pornográfico, entre outros".

Além disso, os consultores detectaram anúncios pagos do governo em "canais dedicados a promover a imagem do presidente da República", o que pode gerar questionamentos à Bolsonaro diante da possibilidade do caso ser enquadrado como utilização da publicidade oficial para promoção pessoal.

Os canais inadequados produzem conteúdo do tipo sexual (27 anúncios); ofertas de investimentos ilegais (4.092 anúncios); promoção pessoal de autoridades (5.222 anúncios); titular de cargo eletivo (26.953 anúncios); canais removidos do YouTube por descumprimento de diretrizes (240.407 anúncios); desrespeito a direitos de autor ou de transmissão (477.495 anúncios); notícias falsas (653.378 anúncios); e jogos de azar ilegais (657.905 anúncios).

Em resposta, a Secom justificou que mais de 41 mil anúncios foram de campanhas a favor da aprovação da reforma da previdência, mas o relatório atesta que houve falha intensa em relação ao público-alvo atingido pelos anúncios sobre as mudanças na aposentadoria. Além disso, os consultores afirmam que o uso do programa Google Adsense gerou "várias incorreções na condução da política de publicidade oficial".

 

Com informações do site Bahia Notícias

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