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Médico plantonista faz graves denúncias contra o Hospital Geral de Guanambi em programa de rádio

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Médico plantonista faz graves denúncias contra o Hospital Geral de Guanambi em programa de rádio

Na manhã dessa quinta-feira (22), a população de Guanambi foi surpreendida com graves denúncias realizadas por um médico durante o Programa Fernando Alves Repórter (Rádio Cultura de Guanambi). No início de sua fala, o médico Dr. Neto, bastante conhecido em toda região e plantonista do Hospital Geral de Guanambi, disse que situações desagradáveis já acontecem há algum tempo para com os médicos naquela unidade. Tentativas para solucionar as mesmas ocorreram por parte dos profissionais que ali atuam e não obterão sucesso.

Segundo Dr. Neto, um fato gravissímo teria ocorrido ontem (21), contrariando os protocolos para um bom atendimento aos pacientes e tornando inadmissíveis certas ações no interior da unidade hospitalar. “Ontem eu me deparei com uma cena no hospital, extremamente grotesca, e quando fui reclamar, reclamar não, eu não fui reclamar, eu gritei. Eu dei o que se chama popularmente de “piti”. Eu gritei, eu achei uma cena estúpida. Eu estava no meu conforto e fui chamado para atender um paciente, estava acompanhando algumas pacientes de trabalho de parto lá, algumas muito graves inclusive, pacientes da região: de Urandi, daqui de Guanambi. Quando me chamaram no hospital para atender uma paciente, uma ocorrência inclusive do Samu, eu me deparei dentro do meu pré-parto, (eu falo meu porque como eu era o plantonista, quem comanda, o chefe da equipe sou eu) e eu encontrei dentro do Hospital Regional, dentro do pré-parto, com duas mulheres em trabalho de parto, (Você sabe como as mulheres ficam qundo estão em trabalho de parto, elas não se previnem, elas estão com roupas quase nuas e etc.). Eu me deparei lá com, é 05 ou 06 marceneiros fazendo mesas, ajeitando cadeiras, uma marcenaria lá dentro do pré-parto. Aí eu surtei, aí eu surtei porque não é possível e quando eu falei o pessoal falou que eu não podia continuar trabalhando. Aí eu forcei que eles saíssem, disse que ia chamar a polícia. Até aí tudo bem. Eles me falaram o seguinte: “Eu não tenho culpa, mandaram eu vim fazer.” Ok, e saíram.” Relatou o profissional.

A situação segundo o médico ainda teria se agravado porque a equipe teria retornado ao local para continuar o trabalho. “Esse pessoal voltou e disse: “Óh, a direção falou que é para fazer”, aí eu falei: “Não faz. Não faz porque vai ter que passar por cima de mim e passando por cima de mim eu vou atrás da polícia. Eu não vou deixar vocês trabalhando com essas mulheres aqui no pré-parto, em hipótese nenhuma.” Disse Dr. Neto.

Após esse discussão, eles teriam se retirado do local e retornado com um rapaz de pré-nome Vinícius que se intitulava como administrador hospitalar, iniciando uma nova discussão. O médico foi firme em dizer que não admitia esse tipo de intervenção durante o seu plantão.

Dr. Neto também afirmou que há uma reforma estranha em execução no hospital, onde o bloco cirúrgico teria ficado aproximadamente 01 ano fechado e teriam apenas duas salas para atender ortopedia, cirurgia geral, ginecologia. Algumas ações de intervenção que estão sendo realizadas seriam de má qualidade, como por exemplo a colocação de cortinas que foram instaladas e em menos de 04 dias caíram, e as portas que estavam caindo na última semana.

Ainda em sua fala, Dr, Neto deixou claro que a população precisa ter conhecimento e deve cobrar, “E acho que a população tem que tomar uma providência por esse Hospital Geral de Guanambi é de extrema importância regional. Nós atendemos ali mais ou 700 mil pessoas, e Guanambi é quem leva mais vantagem porque Guanambi tem porta aberta”.

Segundo o médico, esse tipo um absurdo não é a primeira vez que ocorre. Tais ações podem causar infecções hospitalares aos pacientes, além de transmissão de doenças. Para ele essa reforma precisa ser melhor observada por não seguir nenhum critério técnico. “Agora essa questão dessa reforma atual, não sei se vão terminar, não sei se eles vão conseguir entregar porque eles entregam um pedaço e o outro tá caindo, aí eles tem que refazer. E sem nenhum critério técnico de saúde.” Frisou Dr. Neto

As ações seriam de extremo desrespeito com os profissionais que ali atuam, porém a maioria teriam medo de denunciar e sofrer retaliações.

 A diretora do Hospital Geral de Guanambi – Paula Melo, foi procurada durante a entrevista por um repórter da emissora, e por contato telefônico Paula Melo fez esclarecimentos. Segundo Paula Melo, não está acontecendo reformas no pré-parto. As ações já teriam sido concluídas, e estava programado para ontem apenas a montagem de armários no espaço. A diretora afirmou ainda que os leitos teriam sido bloqueados conforme programação anterior, estando disponível uma outra enfermaria para os atendimentos.  

Durante sua fala, Paula afirmou que abrirá uma sindicância para apurar minunciosamente todos os fatos da denúncia realizada pelo médico. Uma vez que ela foi taxativa em dizer que não existe nenhuma reforma no local, inclusive, se colocando à disposição para acompanhar a equipe de reportagem em uma visita no local para comprovação.

Para finalizar a diretora do Hospital Geral de Guanambi disse que: “Todos sabem da seriedade que nós enfrentamos tudo isso, né? E tocamos o hospital e não aceitamos, é inadmissível qualquer ato desumano, principalmente irresponsável, visto que fazemos tudo de forma programada. Então, com certeza os fatos serão apurados porque não foi isso que foi programado, e não foi isso também, até então, que foi dito para a direção.”

Dr. Neto é médico concursado, se responsabilizou por todas as informações expostas e declarou-se à disposição para mais esclarecimentos.

DA REDAÇÃO

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