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Promotor de Camaçari é investigado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro; Justiça baiana envia caso ao CNMP

Promotor de Camaçari é investigado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro; Justiça baiana envia caso ao CNMP

Empresária que denunciou o caso apresentou um cheque de R$ 30 mil depositado na conta do promotor.

O promotor de Justiça Everardo José Yunes Pinheiro, Titular da 7ª Promotoria de Camaçari, está sendo investigado pelos crimes de corrupção passiva, concussão e lavagem de dinheiro em um caso envolvendo empresários do município da região metropolitana de Salvador. A denúncia foi levada à Justiça pela empresária Adriana Almeida da Anunciação da Cunha, que acusa Yunes e a esposa dele, a advogada Fernanda Manhete Marques, de pedirem dinheiro para o arquivamento de um inquérito contra ela.

O caso foi relatado pela empresária no processo, do qual é ré, na 1ª Vara Criminal de Camaçari. O depoimento foi colhido pelo juiz Ricardo Dias de Medeiros Netto, que, após a oitiva e com as provas apresentadas por Adriana, decidiu enviar o caso ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), uma vez que o promotor tem foro por prerrogativa de função.

A empresária apontou um cheque emitido por ela no valor de R$ 30 mil, depositado na conta de Everardo Yunes, e uma declaração assinada por uma testemunha afirmando que corrobora com o depoimento dela no sentido de ter presenciado a reunião com Fernanda Manhete Marques, momento no qual foi feito o pedido de dinheiro para que o inquérito fosse encerrado.

Na decisão, diante da suspeita dos crimes de corrupção passiva, concussão e lavagem de dinheiro pelo promotor, o juiz pede que o CNMP seja oficiado para que tome as medidas cabíveis e solicita ao banco utilizado para a transação envie cópia das macrofilmagens do cheque para reforçar os fatos e documentos já encaminhados. O magistrado também pede que o caso seja levado à Procuradoria Geral de Justiça.

A empresária também anexou ao processo a cópia do contrato assinado com Fernanda Manhete. Pelo contrato, os R$ 30 mil seriam pagos a título de honorários advocatícios. Contudo, segundo ela, o pagamento seria uma 'propina' para garantir o arquivamento do inquérito. Adriana, o marido dela, Joel Lopes da Cunha, e outras duas pessoas são rés no processo, que tem relação com parcelamento do solo urbano.

 

Entenda o caso


Segundo a denúncia da empresária, o caso aconteceu em 2015. Ela teria descoberto que estava sendo investigada pelo promotor e foi teve a indicação de Fernanda Manhete como advogada para o caso. No contato, a advogada teria pedido um valor de R$ 50 mil para começar os trabalhos, garantindo o arquivamento das investigações.

"De logo, como ela me assegurou que era mulher do promotor e que arquivaria tudo, e tendo ela me pedido um valor para começar de R$ 50 mil, mas como tinha tudo, dei um cheque de R$ 30 mil", diz a denunciante. "Após isso, me foi solicitado mais R$ 10 mil em espécie, só que como eu queria ver algum resultado, acabei não pagando, ficando na espera de resultado, quando pagaria mais dinheiro, porque ela tinha cobrado pra tudo R$ 80 mil", relata.

Após a reunião, ela conta que a advogada e esposa do promotor enviou um contrato de prestação de serviços advocatícios "para não dar na cara" e, assim, acobertar os pagamentos indevidos. Como Adriana não pagou os R$ 10 mil solicitados, ela diz que a advogada passou a exigir mais dinheiro.

A empresária não pagou e, pouco tempo depois, foi presa. "Após resolver delatar toda a trama que fui vítima, solicitei uma macrofilmagem do cheque, e vi que o cheque estava nominal a Everardo Yunes, inclusive o cheque foi compensado na conta deste promotor, conforme documento que levei na audiência", diz a denunciante.

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Fonte: Divulgação

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