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Reforma da Previdência vai expor ascendência de Rui Costa e ACM Neto sobre liderados

Reforma da Previdência vai expor ascendência de Rui Costa e ACM Neto sobre liderados

É claro que não há expectativa que os parlamentares sejam meramente cordeirinhos a seguir a orientação dos líderes.

A inclusão de estados e municípios na reforma da Previdência colocou os dois maiores expoentes da política na Bahia, Rui Costa e ACM Neto, em posições distintas – como se isso fosse novidade. Porém chega a ser interessante a postura ligeiramente dúbia de ambos com relação à ascendência sobre deputados federais ligados aos respectivos grupos políticos. Enquanto o governador diz ser a favor que estados e municípios entrem no texto em tramitação na Câmara e seus liderados não seguem a mesma postura, o prefeito de Salvador se apresenta como contrário à medida e seus aliados votam a favor.

É claro que não há expectativa que os parlamentares sejam meramente cordeirinhos a seguir a orientação dos líderes. No entanto, esse embate mostra que a sobrevivência política de longo prazo está sendo observada por todos os atores envolvidos no processo. Os deputados sabem que, independente da votação, as consequências da apreciação da reforma da previdência terão impacto na relação deles com os eleitores. Tanto que parte da alta renovação do Congresso Nacional, por exemplo, é atribuída à reforma trabalhista, aprovada no governo de Michel Temer e cujas cicatrizes chegaram às urnas.

Rui passou a adotar a defesa da inclusão de estados e municípios na reforma após ser pressionado. A Bahia, por mais que passe por dificuldades na questão previdenciária, deu paliativos e, mesmo respirando por aparelhos, conseguiria mudar pontos cruciais sem grandes problemas na Assembleia Legislativa da Bahia. Todavia, caso o texto seja aprovado em Brasília, o governador sequer passaria pelo desgaste de debater o tema e o ônus ficaria integralmente com a administração de Jair Bolsonaro. Por isso, para Rui, é melhor que a matéria seja “guela abaixo”, algo como um remédio amargo ministrado por outra pessoa. Melhor do que comprar uma briga maior do que o necessário.

O prefeito de Salvador, ACM Neto, sabe que, politicamente, o governador passaria praticamente incólume se os estados e municípios forem adicionados na reforma da Previdência. O desgaste ficaria inteiramente com os votantes na Câmara e com partidos que orbitam em torno de Bolsonaro, algo que, por mais que o DEM negue, acontece desde o início da gestão do Palácio do Planalto. Como a capital baiana também goza de situação semelhante a Bahia no quesito previdência municipal, o impacto dessa inclusão seria menor do que em entes federativos que estejam em crise agravada.

A matemática da votação dos baianos na comissão especial e também no plenário da Câmara dos Deputados trará um retrato mais fiel da ascendência que Rui e ACM Neto têm sobre seus aliados. E esse posicionamento mostrará ainda se o discurso de ambos encontra amparo no comportamento de liderados, já que a posição pública não necessariamente é a mesma levada a cabo no privado. A reforma da Previdência é apenas mais um episódio na eterna disputa de micropoderes entre os dois. E tentar ler os passos dados é mais complexo do que parece.

 

Com informações do site Bahia Notícias

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