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Respiradores criados por engenheiros da Nasa para covid-19 podem ser feitos no Brasil

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Respiradores criados por engenheiros da Nasa para covid-19 podem ser feitos no Brasil
O respirador, criado em 37 dias pelos engenheiros do laboratório da Nasa recebeu o nome Vital, abreviação em inglês para Tecnologia de Intervenção do Respirador Acessível Localmente. A máquina é usada como os respiradores comuns, em que o paciente precisa ser sedado para que o tubo de oxigênio seja inserido e o ajude a respirar. A diferença é que o Vital é específico para tratamento de covid-19. Isto faz com que o aparelho não tenha tantas funcionalidades, mas ao mesmo tempo seja construído de forma mais simples e rápida.

Para responder a uma das maiores demandas surgidas na pandemia de coronavírus, engenheiros do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa - JPL, em inglês - desenvolveram um respirador mecânico de alta pressão específico para tratamento de pacientes de covid-19. A ideia foi criar um projeto mais simples de ser produzido do que um respirador mecânico tradicional, que pudesse ser reproduzido em todo o mundo.

Depois da aprovação do protótipo feito pelo JPL, que fica na Califórnia, na agência americana reguladora de drogas e alimentos (FDA), a Nasa passou a conceder patentes e licenças a empresas americanas e estrangeiras com capacidade de produzir o equipamento, que pode agora começar a ser fabricado no Brasil.

Quando soube do projeto desenvolvido pela Nasa, Rubens Calbucoy, diretor comercial da Russer, empresa especializada em urologia que fica em Indaiatuba, interior de São Paulo, achou que seria a oportunidade perfeita. Desde o início da pandemia, ele, filho do fundador da empresa, queria ajudar na produção de equipamentos que pudessem tratar infectados. "Tínhamos a capacidade para fabricar um respirador, mas não tínhamos o know-how."

A Russer foi uma das três instituições brasileiras autorizadas a desenvolver o equipamento no País. No total, 331 companhias de 42 países se inscreveram no processo do JPL. Inicialmente, 30 instituições brasileiras se mostraram interessadas. Das cerca de 100 propostas formalmente enviadas, a Nasa concedeu as licenças a oito empresas americanas e 24 estrangeiras.

O respirador, criado em 37 dias pelos engenheiros do laboratório da Nasa recebeu o nome Vital, abreviação em inglês para Tecnologia de Intervenção do Respirador Acessível Localmente. A máquina é usada como os respiradores comuns, em que o paciente precisa ser sedado para que o tubo de oxigênio seja inserido e o ajude a respirar. A diferença é que o Vital é específico para tratamento de covid-19. Isto faz com que o aparelho não tenha tantas funcionalidades, mas ao mesmo tempo seja construído de forma mais simples e rápida.

O equipamento usa, segundo o laboratório da Nasa, 1/7 do número de partes de um respirador tradicional, sendo todos componentes já disponíveis nas cadeias de suprimentos. É uma alternativa para tratar pacientes que precisam de respiração mecânica, mas não estão nos estágios mais graves da doença. A ideia é liberar os respiradores tradicionais para os piores casos de covid-19.

Há uma preocupação dos engenheiros também para que as peças usadas não sejam as mesmas de um respirador comum - o que evita escassez na produção dos respiradores tradicionais. A duração do respirador é de cerca de três a quatro meses, enquanto os respiradores tradicionais podem durar anos.

"Na hora que soubemos que fomos selecionados para produzir no Brasil, foi muito emocionante", afirma Calbucoy, da Russer. O brasileiro Luis Phillipe Tosi foi um dos responsáveis dentro do laboratório da Nasa pelas avaliações dos projetos de empresas do Brasil. "O propósito deste projeto e a mensagem que queremos passar é que pretendemos dar acesso a esse respirador ao mundo inteiro", afirma Tosi. "Consideramos como diferencial na seleção a experiência técnica de desenvolvimento de produtos médicos e a experiência prévia com a Anvisa", afirma .

Os respiradores podem necessitar de adaptações em cada país, de acordo com a cadeia de produção regional. Por isso, o prévio contato com a Anvisa foi considerado uma característica importante, para ajudar a deslanchar a interlocução com o órgão de forma a adaptar o que for preciso.

As empresas selecionadas receberam o pacote de desenhos e projetos para desenvolver o produto, software e a documentação e aprovação do projeto junto à FDA. A parceria não acaba aí. O JPL quer saber o retorno das empresas, as dificuldades e sugestões de aprimoramento.

Para atingir a meta sonhada de produção de 1 mil respiradores por mês, Rubens Calbucoy ainda precisa de parceiros. "Sozinhos não vamos conseguir", afirma. Com cem funcionários, a Russer quer fazer parcerias com montadoras de carros e autopeças para conseguir uma produção em grande escala. As empresas contatadas se mostraram entusiasmadas, mas disseram, segundo ele, que preferem aguardar até que todos os componentes para produção do respirador estejam disponíveis.

"Algumas empresas ficaram um pouco assustadas depois que entraram no mundo dos respiradores, foi mais complicado do que esperavam", afirma o diretor da Russer, que acredita que conseguirá todos os componentes - pouco mais de cem - em breve e deve ter um protótipo pronto em duas semanas. Segundo a Russer, a maior parte das peças é encontrada no mercado nacional. Cerca de 40% dos componentes estão sendo importados dos EUA e Alemanha. Até agora, ele conseguiu uma parceria com a Fundação Indaiatubana de Educação e Cultura (Fiec) que dá suporte com professores e especialistas que têm ajudado no projeto.

A Universidade da Califórnia em Los Angeles, UCLA, foi uma das parceiras no desenvolvimento do respirador da JPL. A chefe da divisão de medicina pulmonar e cuidados críticos da universidade, médica Tisha Wang, afirmou que os testes mostraram que o equipamento produz resultados "precisos e reprodutíveis".

 

Com informações do site TERRA

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