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Tecnologia Cubana na área de diabetes será transferida para Saúde da Bahia

 Tecnologia Cubana na área de diabetes será transferida para Saúde da Bahia

De acordo com o Secretário Fábio Vilas-Boas, o Governo de Cuba desenvolveu “um dos mais bem sucedidos projetos de controle do diabetes e de suas complicações, que incluem amputações e cegueira, em todo o mundo”.

Um acordo de transferência de tecnologia de produção de medicamentos e gerenciamento de saúde na área de diabetes mellitus foi alinhado entre representantes governamentais de Cuba e o Secretário Estadual da Saúde Fábio Vilas-Boas, em visita oficial àquele país, nesta terça-feira (03).

De acordo com o Secretário Fábio Vilas-Boas, o Governo de Cuba desenvolveu “um dos mais bem sucedidos projetos de controle do diabetes e de suas complicações, que incluem amputações e cegueira, em todo o mundo”. Segundo Vilas-Boas, o projeto de parceria com o Governo cubano é fruto de reuniões iniciadas pelo Governador Rui Costa em visita oficial ao país em 2017 e sequenciadas pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos (Bahiafarma).

Uma molécula desenvolvida pelo Centro Cubano de Engenharia Genética e Biomolecular (CIGB) é capaz de aumentar a circulação de sangue nas pernas e pés afetados pela doença vascular do diabetes, evitando assim a amputação que afeta 4.500 baianos por ano. O medicamento está em fase final de aprovação regulatória do Brasil, sendo a Bahiafarma, junto com a Fiocruz Biomanguinhos, os primeiros laboratórios a aplicarem o novo fármaco no país.

Já na área de oftalmologia, uma tecnologia medicamentosa inovadora (uma vacina terapêutica) que age de forma oposta, evitando a formação de novos vasos na retina ocular de diabéticos (retinopatia diabética) promete ajudar a combater uma das principais causas de cegueira no país e economizar milhões de dólares para o sistema único de saúde brasileiro (SUS).

“Além da transferência de tecnologia de medicamentos, o acordo incluirá ainda a cooperação técnica no desenvolvimento e implementação de um projeto de controle de sequelas de diabetes nas 28 regiões de saúde do estado, aproveitando a estrutura das 25 Policlínicas Regionais de Saúde, dos novos centros de Hemodinâmica e Cirurgia Vascular dos Hospitais Estaduais e de 200 salas de atendimento ao portador de pé diabético que estão em fase de implantação em 200 municípios baianos”, acrescentou o gestor estadual.

A previsão é de que já no segundo semestre de 2020 o projeto esteja em fase de implantação, com resultados a serem colhidos dentro de um ano.

 

Com informações da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia

 

 

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